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A terra tremeu, supostamente, em Vidago, hoje dia 11 de Janeiro.
Eram precisamente 10.30 horas. O sismo com uma magnitude de 4.5 de
intensidade na escala de Richter, cujo epicentro
se localizou na Galiza, foi hoje de manhã
sentido na região de Vidago,
apenas causou estragos e duas vítimas com ferimentos ligeiros na Escola
EB 2,3 de Vidago.
Testar o plano de evacuação
Embora o caso pudesse ter um enquadramento real, tudo não passou de um
simulacro de sismo/incêndio que permitiu testar a reacção da população
escolar perante um sinistro desta natureza, avaliando ainda o plano de
segurança e de evacuação daquele estabelecimento de ensino e, ao mesmo
tempo, testar a capacidade operacional dos bombeiros e das entidades
envolvidos e avaliar a capacidade organizacional.
A iniciativa, organizada pelo Agrupamento de Escolas de Vidago, em
colaboração com os Bombeiros Voluntários de Vidago, inserida no âmbito
de preparar a comunidade escolar, teve, segundo Fernando Cadete,
Comandante dos B.V.Vidago, como principais objetivos, “dotar a escola de
níveis de segurança eficazes; limitar as consequências de um acidente;
sensibilizar a população escolar para a necessidade de conhecerem e
colocarem em prática, sempre que necessário, os procedimentos de
emergência; responsabilizar os funcionários e alunos para o cumprimento
de normas de prevenção e segurança; organizar os meios humanos e
materiais existentes, por forma a minorar, ao máximo, os efeitos de uma
situação de emergência sobre as pessoas e bens e testar o plano de
evacuação da escola”.
Máquina em ação
Após o pedido de socorro (10H34) toda a “máquina” programada para este
simulacro entrou em acção. Na escola foi posto em prática o plano de
segurança e de evacuação com a deslocação da população escolar para zona
segura.
Entretanto a GNR procedia ao isolamento do local, drenagem do trânsito e
simultaneamente os bombeiros faziam o reconhecimento e avaliação do
sinistro, solicitando meios para busca primária e salvamento. Enquanto
uns procediam ao socorro às suas vítimas (alunos) feridos com alguma
gravidade e localizados entre escombros de paredes da escola que
desabaram com o sismo, outros combatiam um princípio de incêndio na
cozinha do refeitório da escola, todos sempre perante a ameaça de novas
réplicas do sismo.
Refira-se ainda que o simulacro não passou despercebido a alguns
moradores que saíram à rua para assistir ao que se passava no teatro de
operações, que envolveu quinze bombeiros e quatro viaturas,
No final o balanço foi bastante positivo, na medida em que não só o
plano de segurança e de evacuação funcionaram como o simulacro permitiu
detectar algumas “falhas” que serão agora alvo de correção.
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