|

O
plano municipal de Emergência e Proteção Civil de Chaves contém planos
específicos para que os agentes e entidades locais atuem nas principais
situações de risco do concelho, como nevões, cheias e incêndios
florestais.
O
co-coordenador da equipa técnica responsável pela elaboração do plano,
Tiago Dias, frisou à Lusa que o objetivo fundamental é antecipar
cenários, potenciais acidentes e definir procedimentos para "mitigar" os
efeitos.
A
atualização do documento, que acontece de dois em dois anos, pretendeu
melhorar a avaliação dos riscos no concelho, definir novas metodologias,
aperfeiçoar as estratégias de intervenção e atualizar a listagem dos
meios disponíveis.
Desta forma, o plano contém as zonas de concentração da população,
locais para acolher elevados números de mortos aquando de catástrofes,
cartografia de apoio operacional, listagem de meios e recursos
disponíveis e modelos de relatórios e comunicados a enviar à população.

O
novo plano, afirmou Tiago Dias, tem alterações "muito significativas":
estrutura diferente e mais concreta, definição das missões mais
especificada, levantamento dos riscos, meios e recursos humanos e
elaboração de uma cartografia.
Além disso, o plano fez o levantamento das entidades e organismos
locais, como instituições de solidariedade social que poderão ser
"úteis" em casos de emergências de risco elevado.
Os
potenciais riscos no concelho de Chaves são, na opinião do responsável,
os nevões, incêndios florestais e urbanos e as cheias.
Por isso, explicou, o plano contém programas "específicos" para atuar
nestas situações mais críticas e recorrentes no concelho.
Quanto aos meios e recursos humanos disponíveis, Tiago Dias salientou
que "nunca" são suficientes para dar uma resposta "cabal" às situações,
mas a máxima é utilizá-los de forma otimizada, maximizando a sua ação e,
só esgotados estes meios, se deverá acionar meios externos ao concelho e
distrito.
"É
fundamental existir articulação entre os diferentes intervenientes",
frisou.
Nos próximos dois anos, lembrou o dirigente, irá ser realizado um
exercício para simular a ativação do plano em situações de incêndios
urbanos, existirá uma maior partilha de experiências com os concelhos
vizinhos para testar a sua eficácia e uma maior atualização dos planos
específicos para riscos e áreas concretas.

O
presidente da câmara de Chaves, João Batista, salientou que a existência
de um plano de proteção civil é "fundamental" para salvaguardar os
cidadãos de situações menos agradáveis.
Por isso, disse, mesmo que não colocado em ação, é necessário ter uma
"estratégia" definida e coordenada com as várias entidades e
instituições locais para atuar nessas situações de emergência.
Por causa das previsões de queda de neve, o responsável municipal pela
proteção civil, Sílvio Silva, afiançou à Lusa que o concelho está
"preparado" para atuar com "rapidez" com dois limpa-neves, um trator com
pá e espalhador de sal, duas motoniveladoras e duas retroescavadoras.
O
plano foi aprovado pela Comissão Nacional de Proteção Civil a 14 de
dezembro de 2011.
Fonte: SYF. Lusa |