A
Falta de meios não é desconhecida. Mas, Quem não tem cão caça
com gato.
Infelizmente
o tempo deu mais uma vez razão a quem está no terreno e sabe das
dificuldades que os Corpos de Bombeiros passam para atender
todos os pedidos de socorro nas mais variadas circunstâncias.
Neste caso da neve, apesar de se saber que a neve não cai todos
os anos nem em todos os lados, também é certo que toda a gente
sabe que há zonas do país, que pela sua altitude, e pela sua
interioridade, estão permanentemente sujeitas a que caia mais um
nevão desde que as condições meteorológicas se conjuguem nesse
sentido.
Quanto à falta de meios ela é mais que evidente. Quem é que sabe
quantas Ambulâncias de todo o terreno existem neste Distrito de
Vila Real? Não acham que é uma vergonha um doente, ou ferido,
ter que ser transportado numa viatura de incêndio, sem quaisquer
condições para o efeito, até ao sítio onde uma Ambulância possa
chegar, como aconteceu nos últimos dias em Vidago.
Nos
últimos dois anos, a Região do Alto Tâmega já viu cair neve
várias vezes. Comparativamente com anos anteriores, pode mesmo
dizer-se que esta é uma situação anormal e obrigou ao reforço da
disponibilidade dos meios. Mas, e se esta situação se torna num
hábito?
Este ultimo nevão que caiu na região de Vidago, originou fortes
dores de cabeça aos bombeiros locais, que sem meios que
facilitem a sua limpeza, viram a tarefa muito complicada e
tiveram mesmo que improvisar um grupo de montanha para ocorrerem
às várias solicitações.
A
Corporação não tem meios de socorro para pessoas bloqueadas na
neve. Mesmo assim, com a boa vontade e com ânsia de fazer
melhor, foram muitos os que foram socorridos e retirados da neve
pelos bombeiros. Os meios que possuem são um único carro de
atracção para fogos florestais que em última instância, foi
improvisado com meios para prestar os primeiros socorros
incluindo oxigénio e que teve mesmo que ser utilizado como
ambulância Todo Terreno.
Para
finalizar e no que respeita à falta de equipamento dos
Bombeiros, se isto continuar como tem estado nos últimos anos,
não faltará muito para que as faltas de equipamento se venham a
evidenciar até nos meios para combate aos fogos. Desejamos,
naturalmente, que alguém que saiba e possa, providencie para que
um verdadeiro Plano de Reequipamento possa ser posto em prática
no mais curto espaço de tempo, para que situações como esta não
mais voltem a acontecer.