|
Simulacro
na Zona Industrial - Vidago
Trinta e dois bombeiros e sete viaturas testam resposta
operacional dos Voluntários de Vidago |
A
Segurança Contra Incêndios dos Edifícios tem hoje uma grande
importância na economia e nas sociedades. A ocorrência de
incêndios mais ou menos importantes traduz sempre na perda dum
grande número de vidas humanas e de bens.
Um incêndio num edifício industrial traduz-se em geral, não só
por uma grande perda de bens de produção e da própria instalação
fabril, como também em prejuízos para a indústria e seus
empregados por interrupção da laboração, podendo até ocorrer a
perda de vidas humanas. Em Portugal, onde não existe
regulamentação específica sobre esta matéria aplicável a estas
instalações, constata-se que muita delas, nomeadamente as
pequenas e médias, apresentam níveis de risco altamente
preocupantes. Associado a este facto está a deficiente formação
dos empregados, dos bombeiros e demais responsáveis na
organização da emergência e combate aos incêndios nas
indústrias.
A partir de um cenário de um incêndio que se propagou numa
fábrica, na zona industrial da Vila de Vidago, os Bombeiros
Voluntários desta Vila termal testaram, na noite de 9 de Abril,
os seus meios humanos e materiais de combate ao sinistro.
Tratando-se de um exercício efectuado e controlado pela
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago,
tinha como principal objectivo testar e preparar os seus homens
para um cenário que poderá acontecer em qualquer momento. Desde
o momento em que foi accionado o alarme de um incêndio numa
fábrica, assistiu-se, em seguida, à chegada dos meios de combate
ao sinistro - meios de socorro e de emergência médica, num total
de trinta e dois bombeiros e sete viaturas envolvidas.
À chegada ao local do sinistro/simulacro, os bombeiros
verificaram que para além do incêndio que já deflagrava na
fábrica, existiam duas vitimas intoxicadas pela inalação de
fumos. Elementos do corpo de Bombeiros puseram em prática os
conhecimentos de que dispõe para actuar numa situação como esta,
revelando quais são os meios humanos e materiais que accionam
neste tipo intervenção.
Mas como um azar nunca vem só, e dado que a zona industrial de
Vidago se situa numa zona circundada por um vasto pinhal, o
incêndio rapidamente se propagou á floresta o que originou que
os homens e meios no local se tivessem que repartir para evitar
que o pior acontecesse.
Como com frequência verificamos no nosso país, a zona envolvente
á fábrica não se encontrava devidamente limpa e havia
combustível suficiente para que com facilidade o incêndio
tomasse proporções que se poderiam tornar complicadas para os
bombeiros até, porque o depósito de combustível que abastecia a
fábrica se encontrava muito próximo do pinhal o que acarretou
que para junto dele fosse deslocada uma equipa com a missão de o
proteger.
No final, Fernando Cadete, Comandante dos Bombeiros Voluntários
de Vidago fez o balanço desta simulação de sinistro, dizendo que
tentaram recriar um cenário o mais real possível e que até
haviam “complicado para testar as nossas capacidades”. “Foi um
exercício algo demorado porque tentámos levar a situação a
sério”, disse “estas actividades de desastres industriais são
sempre muito demorados, ainda acrescido do risco de se ter
propagado para a floresta, o que obrigou á dispersão dos meios
no local. Em simultâneo decorriam os trabalhos de resgate das
duas vítimas que se encontravam dentro das instalações da
fábrica.
Dentro do projectado correu tudo como deve ser. Em matéria de
segurança é sempre difícil afirmar se estamos ou não preparados
mas para este tipo de sinistro. Hoje correu tudo bem. Outros
casos haverá em que pode não ser assim, com o desenvolvimento de
novas infra-estruturas para nossa zona pensamos que nos teremos
de reequipar a pensar nessa nova realidade”, porque os nossos
meios são muito poucos e pequenos para actuar em casos de
acidentes industriais concluiu o Comandante.