|
Bombeiros de
Vidago em exercício num “acidente” que envolve duas
viaturas |
Dois feridos graves e dois ligeiros. É o resultado de dois
acidentes que envolveram outras tantas viaturas ligeiras, no
passado sábado, na Zona Industrial de Sabroso de Aguiar.
As
viaturas acabaram por capotar na berma da estrada. O aparatoso
acidente despertou a curiosidade de alguns dos moradores e que
iam passando pelo local, mas depressa acabavam por verificar que
tratava-se apenas de um exercício operacional dos Bombeiros
Voluntários de Vidago. Um condutor a falar ao telemóvel enquanto
conduzia acabou por se despistar e originou que um outro
automóvel para tentar evitar a colisão também se despistasse
acabando por capotar, foi o cenário criado para este acidente.
Este exercício operacional foi organizado no âmbito da formação
programada desta associação humanitária, envolvendo todos os
elementos e valências do corpo activo. O objectivo foi testar
mais uma vez a capacidade de resposta da corporação em situações
de emergência.
As primeiras viaturas de socorro, chegaram ao local do acidente
pelas 14h30. O alerta foi recebido na central por volta das
14h15. “Foram disponibilizadas todas as viaturas do Corpo de
Bombeiros, duas Ambulâncias de Socorro; Viatura de
Desencarceramento e duas Viaturas de Combate a Incêndios. Também
foi instalado o posto de comando devido ao movimento de viaturas
e de pessoal”, referiu o comandante da corporação, Fernando
Cadete.
Todas as vítimas foram imobilizadas devido à suspeita de
fracturas de coluna e membros superiores. Os bombeiros tiveram
ainda de recorrer a meios de desencarceramento para retirar as
quatro das vítimas, sendo que duas delas se encontravam em
estado muito grave.
Depois de desencarceradas e imobilizadas, as vítimas “foram
evacuadas” para o Hospital
Praticar e treinar para fazer sempre melhor
O
comandante da corporação, Fernando Cadete considera importante
este tipo de exercícios. Por duas razões: Primeiro, “para a
populações verem o nosso trabalho, porque não se apercebem do
que fazemos no quartel ou quando vamos para os acidentes, e
segundo, a nova lei orgânica obriga a que haja uma instrução
mais aprofundada, mais contínua, e os materiais têm de ser cada
vez mais bem tratados, para que o socorro tenha qualidade”. Para
além disso, o exercício faz parte de um programa de formação
contínua de todos os elementos da corporação, de forma a que a
sua intervenção seja cada vez mais eficiente.
Ao longo de todo o exercício, o comandante Fernando Cadete
esteve atento ao desempenho dos seus homens, e diz que foram
detectadas algumas pequenas falhas. “Estas falhas serão vistas e
revistas, no brifing que iremos fazer no quartel. Uma das
situações que, para o comandante, referiu e que necessita de ser
aperfeiçoada, diz respeito às comunicações. “Tem de haver mais
prática, tendo um rádio na mão, Temos de dar as informações
completas, com calma, com serenidade e disciplina”, sublinhou.
Nesse sentido, estão já programadas, no âmbito do exercício de
instrução, exercícios de comunicações.
Estas acções de formação, já programadas irão continuar
nomeadamente exercícios com matérias perigosas, e sobretudo
acidentes rodoviários, dada a sua proximidade que temos com a
auto-estrada 24 e outras vias de comunicações. O comandante
Fernando Cadete, está consciente que a corporação não tem de
meios suficientes para intervir em alguns acidentes nomeadamente
os que envolvam matérias perigosas, mas considera que os seus
homens devem estar preparados para agir com os meios de que
dispõe, pelo menos, enquanto não chegarem outros Corpos de
Bombeiros mais bem equipados.