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15 de Setembro de 1967

 
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Morte de Bombeiro de Cerva Pode Acabar em Tribunal

A morte de um bombeiro em Cerva, Ribeira de Pena, ocorrida no passado dia 30, está a causar polémica na pacata vila do vale do Tâmega pelos contornos que envolveram aquilo que seria uma normal chamada de auxílio.

Na tarde desse dia, os Bombeiros Voluntários de Cerva receberam uma chamada para se deslocarem ao lugar de Asnela para socorrer um jovem que estaria a ter uma crise convulsiva.

Na ambulância, como é hábito, seguiram dois bombeiros. Já no local, e quando pegavam na maca para transportar a vítima para dentro da ambulância, um dos bombeiros desfaleceu. A partir deste momento começou uma série de episódios que irão ser averiguados e poderão parar nas instâncias judiciais.

O pai do jovem que estava ser socorrido, em desespero, sentou-se na ambulância ocupando o lugar do motorista e com o outro bombeiro a seu lado pôs-se a caminho de Cerva, percorrendo cerca de cinco quilómetros.

Nessa altura já os bombeiros tinham sido avisados do sucedido e quando se cruzaram, perto da vila, um dos tripulantes da segunda ambulância terá assumido a condução do transporte do jovem para o Hospital de Vila Real.

Entretanto, Armindo Faria, 42 anos, bombeiro, continuava estatelado em Asnela, acompanhado de uma familiar, onde em poucos minutos terá chegado uma nova ambulância de Cerva enquanto aguardavam pela chegada do INEM.

Segundo o JN apurou, as viaturas médicas de Vila Real e Chaves que normalmente acodem a Ribeira de Pena estavam ocupadas e foi mobilizada a VMER de Guimarães. Cerca de "duas horas depois", segundo fontes dos bombeiros e de familiares da vítima mortal e do jovem assistido, a VMER chegou a Asnela mas apenas confirmou o óbito do bombeiro.

A família da vítima não quer pronunciar-se sobre o caso, uma vez que já recorreu a um advogado e apenas espera que "se apure toda a verdade". O comandante dos bombeiros não quis tecer comentários enquanto não abrir um inquérito interno.

Em causa está a condução de uma ambulância por alguém não autorizado, situação que pode redundar numa queixa-crime. José Machado, tio do jovem assistido, esteve sempre no local e admitiu ao JN que "nunca passou pela cabeça que conduzir a ambulância era ilegal", focando o estado do irmão que só mais tarde se apercebeu do que fez.

 

Fonte:JN

     

Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago