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Morte de Bombeiro de Cerva Pode Acabar em Tribunal
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A
morte de um bombeiro em Cerva, Ribeira de Pena, ocorrida no
passado dia 30, está a causar polémica na pacata vila do vale do
Tâmega pelos contornos que envolveram aquilo que seria uma
normal chamada de auxílio.
Na tarde desse dia, os Bombeiros
Voluntários de Cerva receberam uma chamada para se deslocarem ao
lugar de Asnela para socorrer um jovem que estaria a ter uma
crise convulsiva.
Na ambulância, como é hábito,
seguiram dois bombeiros. Já no local, e quando pegavam na maca
para transportar a vítima para dentro da ambulância, um dos
bombeiros desfaleceu. A partir deste momento começou uma série
de episódios que irão ser averiguados e poderão parar nas
instâncias judiciais.
O pai do jovem que estava ser
socorrido, em desespero, sentou-se na ambulância ocupando o
lugar do motorista e com o outro bombeiro a seu lado pôs-se a
caminho de Cerva, percorrendo cerca de cinco quilómetros.
Nessa altura já os bombeiros tinham
sido avisados do sucedido e quando se cruzaram, perto da vila,
um dos tripulantes da segunda ambulância terá assumido a
condução do transporte do jovem para o Hospital de Vila Real.
Entretanto, Armindo Faria, 42 anos,
bombeiro, continuava estatelado em Asnela, acompanhado de uma
familiar, onde em poucos minutos terá chegado uma nova
ambulância de Cerva enquanto aguardavam pela chegada do INEM.
Segundo o JN apurou, as viaturas
médicas de Vila Real e Chaves que normalmente acodem a Ribeira
de Pena estavam ocupadas e foi mobilizada a VMER de Guimarães.
Cerca de "duas horas depois", segundo fontes dos bombeiros e de
familiares da vítima mortal e do jovem assistido, a VMER chegou
a Asnela mas apenas confirmou o óbito do bombeiro.
A família da vítima não quer
pronunciar-se sobre o caso, uma vez que já recorreu a um
advogado e apenas espera que "se apure toda a verdade". O
comandante dos bombeiros não quis tecer comentários enquanto não
abrir um inquérito interno.
Em causa está a condução de uma
ambulância por alguém não autorizado, situação que pode redundar
numa queixa-crime. José Machado, tio do jovem assistido, esteve
sempre no local e admitiu ao JN que "nunca passou pela cabeça
que conduzir a ambulância era ilegal", focando o estado do irmão
que só mais tarde se apercebeu do que fez.
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