Simulacro /
Exercício junta Bombeiros portugueses e galegos pela primeira
vez
Um choque em cadeia numa ponte sobre o rio Tâmega, próximo da
localidade de
Rabal – Oimbra em Espanha, envolvendo seis viaturas provocou
onze feridos, alguns dos quais encarcerados, e dois carros em
chamas, um dos quais uma camião de carga, mobilizou, no dia 09
de Dezembro, naquela localidade galega junto à fronteira com
Chaves, meios de socorro dos dois lados da fronteira.
O grave acidente não passou, contudo, de uma simulação. Pois,
foi a primeira vez que exercícios deste tipo envolveram meios de
Portugal e a Galiza.
Poucos segundos após as 12h30 horas, foi dado o alerta para o
112 Galego. Os primeiros a chegar ao local do sinistro, foram os
bombeiros de Verim que, e dada a gravidade da situação,
solicitaram reforços de meios e dada a sua proximidade com a
fronteira, foram mobilizados os meios Portugueses.
Do Lado Galego, intervieram o 112, o 061, Protecção Civil,
Guarda Civil e Bombeiros de Verim.
Do lado Português participaram Os Bombeiros Voluntários de
Salvação Pública e Flavienses de Chaves, Os Voluntários de
Vidago os Voluntários de Vinhais e a Guarda Nacional
Republicana.
Por motivo do forte nevão que se abateu sobre Montalegre, não
foi possível a esta associação participar no exercício como
inicialmente previsto.
De salientar que,
a coordenação das equipas que entretanto foram chegando ao
teatro de operações, compostas por veículos de desencarceramento,
de combate a incêndios e de transporte de vitimas, num total de
16 incluindo o helicóptero da protecção Civil Galega, com um
dispositivo de cerca de 90 homens esteve a cargo de um comando
conjunto de Portugueses e Espanhóis, que poderemos classificar
de excelente, se tivermos em conta que tanto uns como outros
nunca tinham trabalhado em conjunto.
Os resultados preliminares do Exercício/Simulacro foram
conseguidos. Dirigentes galegos e portugueses, foram unânimes em
considerar que os tempos foram cumpridos satisfatoriamente. As
previsões do simulacro funcionaram bem, o trabalho dos serviços
portugueses e galegos foi cronologicamente perfeito,
combateram-se os incêndios, desencarceraram-se e evacuaram-se as
vítimas, utilizando os meios disponíveis no terreno de uma forma
perfeita e organizada.
No entanto, nem tudo correu sobre patins. Num exercício desta
magnitude e com os meios envolvidos, era de mais esperar que
tudo corresse na perfeição. Um exercício não é um palco de
teatro com cenários previamente montados e onde cada um sabe o
que tem que fazer e dizer. Á situações inerentes que ultrapassam
o previsto como de uma situação real se tratasse. E foi o que
aconteceu numa ou outra situação. Salientamos que as equipas no
terreno actuaram com um profissionalismo tal, que muita gente
não acreditou que era a primeira vez que trabalhavam em
conjunto.
Em nossa opinião, houve um senão. Não foi possível manter um
perímetro para que as equipas de socorro pudessem trabalhar em
segurança.
A iniciativa ocorreu no âmbito da cooperação transfronteiriça do
programa comunitário Interreg III A e integra um projecto mais
vasto, que permitiu dotar de equipamento corporações dos dois
lados da fornteira