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15 de Setembro de 1967

 
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Simulacro / Exercício junta Bombeiros portugueses e galegos pela primeira vez

Um choque em cadeia numa ponte sobre o rio Tâmega, próximo da localidade de

Rabal – Oimbra em Espanha, envolvendo seis viaturas provocou onze feridos, alguns dos quais encarcerados, e dois carros em chamas, um dos quais uma camião de carga, mobilizou, no dia 09 de Dezembro, naquela localidade galega junto à fronteira com Chaves, meios de socorro dos dois lados da fronteira.

O grave acidente não passou, contudo, de uma simulação. Pois, foi a primeira vez que exercícios deste tipo envolveram meios de Portugal e a Galiza.

Poucos segundos após as 12h30 horas, foi dado o alerta para o 112 Galego. Os primeiros a chegar ao local do sinistro, foram os bombeiros de Verim que, e dada a gravidade da situação, solicitaram reforços de meios e dada a sua proximidade com a fronteira, foram mobilizados os meios Portugueses.

Do Lado Galego, intervieram o 112, o 061, Protecção Civil, Guarda Civil e Bombeiros de Verim.

Do lado Português participaram Os Bombeiros Voluntários de Salvação Pública e Flavienses de Chaves, Os Voluntários de Vidago os Voluntários de Vinhais e a Guarda Nacional Republicana.

Por motivo do forte nevão que se abateu sobre Montalegre, não foi possível a esta associação participar no exercício como inicialmente  previsto.
 

De salientar que, a coordenação das equipas que entretanto foram chegando ao teatro de operações, compostas por veículos de desencarceramento, de combate a incêndios e de transporte de vitimas, num total de 16 incluindo o helicóptero da protecção Civil Galega, com um dispositivo de cerca de 90 homens esteve a cargo de um comando conjunto de Portugueses e Espanhóis, que poderemos classificar de excelente, se tivermos em conta que tanto uns como outros nunca tinham trabalhado em conjunto.

 
Os resultados preliminares do Exercício/Simulacro foram conseguidos. Dirigentes galegos e portugueses, foram unânimes em considerar que os tempos foram cumpridos satisfatoriamente. As previsões do simulacro funcionaram bem, o trabalho dos serviços portugueses e galegos foi cronologicamente perfeito, combateram-se os incêndios, desencarceraram-se e evacuaram-se as vítimas, utilizando os meios disponíveis no terreno de uma forma perfeita e organizada.

No entanto, nem tudo correu sobre patins. Num exercício desta magnitude e com os meios envolvidos, era de mais esperar que tudo corresse na perfeição. Um exercício não é um palco de teatro com cenários previamente montados e onde cada um sabe o que tem que fazer e dizer. Á situações inerentes que ultrapassam o previsto como de uma situação real se tratasse. E foi o que aconteceu numa ou outra situação. Salientamos que as equipas no terreno actuaram com um profissionalismo tal, que muita gente não acreditou que era a primeira vez que trabalhavam em conjunto.

Em nossa opinião, houve um senão. Não foi possível manter um perímetro  para que as equipas de socorro pudessem trabalhar em segurança.


 

A iniciativa ocorreu no âmbito da cooperação transfronteiriça do programa comunitário Interreg III A e integra um projecto mais vasto, que permitiu dotar de equipamento corporações dos dois lados da fornteira

 

 

       

Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago