GNR ameaça deter Comandante de Bombeiros no
exercício das suas funções
Já
não é novidade mas, os bombeiros começam a ficar fartos desta
situação.
O insólito aconteceu mais uma vez. O comandante “Juca” dos
Bombeiros Voluntários de Cerva, foi ameaçado de detenção por um
elemento dos (GIPS) Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro
da GNR, durante o combate a um incêndio que deflagrou na
sexta-feira dia 22 de Agosto em Tinhela, Valpaços.
No fundo, a decisão do comandante Juca em avançar com uma
queimada táctica, vulgarmente conhecida por contra fogo, foi
tomada em conjunto pelos graduados no terreno. Pelo próprio Juca,
pelo Comandante Sampaio e Adjunto de comando Cruz dos
voluntários de Valpaços, homens com muitos anos de experiência
no combate a fogos florestais, e que mereceu a oposição de um
graduado do GIPS que argumentava com uma disposição legal que
tornaria um crime a acção a empreender.
Ou muito nos enganamos, ou os GIPS da GNR confundem queimadas de
pastoreio com queimadas tácticas o que leva situações como esta.
Ocorreram então alguns momentos de grande tensão, quando o
graduado dos GIPS ameaçou deter o Comandante dos bombeiros se
realizasse esta operação pois em sua opinião os bombeiros não
estão credenciados para realizar este tipo de operações.
Segundo a directiva nacional, aos GIPS, compete realizar a
primeira intervenção mas, e após a chegada do primeiro corpo de
bombeiros, o comando das operações de imediato passa para a
posse do bombeiro mais graduado, que assumirá na integra todas
as decisões que venham a ser tomadas e foi em conformidade que o
Comandante Juca, o Comandante Sampaio e o Adjunto de Comando
Cruz, decidiram por em prática este método de combate ao
incêndio que no final, diga-se, acabou por ser efectuado pela
opção técnica escolhida em primeiro lugar, que, de resto,
acabaria por se verificar de grande eficácia.
Entretanto, e já com o “caldo” entornado, o Comandante no
terreno não teve outra alternativa senão comunicar ao CODIS
Comandante Operacional Distrital o sucedido ameaçando mesmo
abandonar o teatro de operações se não fossem tomadas medidas
adequadas. Pouco tempo após o sucedido, compareceram no local, O
Sr, Governador Civil de Vila Real Dr. António Martinho, o
Comandante Distrital Eng. Carlos Silva e o Comandante dos GIPS
da GNR Major Falcão e pelo que conseguimos apurar, por todos foi
reconhecido que a atitude assumida pelos bombeiros foi a mais
correcta.
De referir que após este triste episódio, os GIPS abandonaram o
local sem darem conhecimento ao comandante no terreno que é o
responsável por todos os homens no teatro de operações e em todo
o momento deverá ser informado da entrada ou retirada das
equipas.
O comandante dos voluntários de Cerva, Jorge Campos,”Juca para
os amigos”, homem reservado e de poucas palavras, não quis
comentar o caso, entendendo mesmo que o assunto nem deveria ser
divulgado, enquanto o comandante Sampaio da corporação de
Valpaços, que dirigia as operações no local se limitou a afirmar
que a opção tomada para o combate ao fogo foi previamente
discutida entre si, e o comandante Juca e que foi a decisão mais
acertada para travar o incêndio que poderia por em perigo a
povoação de Aguadela.
O concelho de Valpaços, tem na ultima semana sido assolado por
incêndios quase diários e a voz corrente naturalmente com alguma
indignação a que os GIPS em vez de se preocuparem com os
incendiários, se preocupam em ameaçar, deter quem dá a vida em
prol do deu semelhante sem nada receb